CONFECOM: aos 45 do segundo tempo, empresários conseguem mudar sistema de votação

Há notícias que nada trazem de novo em si, exceto a repetição do óbvio e do ululante: democracia no Brasil é apenas uma palavra sem sentido. Esta, publicada hoje pela Agência Brasil, é mais uma das que poderia tranquilamente catalogar neste repositório do "comum, cotidiano, vulgar e imoral". Não surpreende: muita gente -- e eu, inclusive, infelizmente -- já pressentia que a I Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM) seria mais um daqueles eventos onde os movimentos sociais são convidados para terem a falsa impressão de que a "via democrática" ofertada pelo atual governo lhes pode abrir espaços para avanços ao menos pontuais. Não, não pode: não existe para tal, mas somente para anestesiar os movimentos sociais, subjugando-os ao campo da luta institucional, tão-somente. Curiosamente, em uma conferência de comunicação, parece ser destino dos movimentos sociais falar a quem lhes faz "ouvidos de mercador".

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Reflexões do Fidel: o desnecessário ato cínico de Barack Obama

"Por que Obama aceitou o Prêmio Nobel da Paz, quando já havia se decidido a conduzir a guerra do Afeganistão até o fim? Não estava obrigado a um ato cínico". Leia, na íntegra, no site do PCB.

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Fernando Martins Heredia: "Contra a cultura da resignação"

"O temor ocupa um espaço importante na cultura do capitalismo. O medo de não poder preservar o precário emprego que se tem, o medo da volta de uma ditadura, o medo de não possuir um cartão de crédito e um guarda armado, ou uma casa, um trabalho, um espaço e uma oportunidade de sobreviver. Reina a cultura da indiferença de uns com relação aos outros, assumindo a forma coloquial de um 'salve-se quem puder'. A própria idéia da solidariedade parece impraticável. Em amplos setores de populações 'civilizadas', os velhos não encontram outra proteção senão a da morte, como sucede em alguns grupos humanos de vida mais precária do planeta". Leia, na íntegra, no site da Organização Consulta Popular.

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Isso me lembrou Elis Regina...

Outro dia o portal Paraná Online noticiou o empenho pessoal da presidente do PSOL, Heloísa Helena, em costurar uma aliança entre seu partido e o PV de Marina Silva (e também do Sarney Filho) rumo às eleições de 2010. Segundo a matéria, a articulação, ao menos em um nível inicial, havia sido muito bem sucedida: treze dos dezesseis membros da executiva nacional do PSOL aprovaram a criação de uma comissão especial para discutir a possível aliança. Hoje, no entanto, o portal Último Segundo traz outra matéria segundo a qual o PSOL haveria aprovado uma nova resolução contendo exigências que tendem a afastar a possibilidade de uma aliança com os "Verdes". Em meio a todo esse quiproquó, é quase impossível não recordar Elis: "são dois pra lá, dois pra cá"...

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Se gente não sabe o que escrever, fica quieto...

Mas se fica quieto por tempo demais, a impressão que se acaba tendo é que esse silêncio corresponde a uma não-vida, a estar morto em vida, pois assim vivem aqueles que passam por seu tempo sem refleti-lo, bem como aqueles que o refletem e guardam para si o produto de suas reflexões, temerosos que são do que a vida é, em essência: pluralidade.

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